Exatamente doze anos após realizar Titanic – o filme mais visto da história do cinema – e ter gastado aproximadamente U$ 500 milhões, James Cameron da às caras novamente para nos apresentar “Avatar“, seu mais novo longa-metragem.
Após muita espera ,o diretor, roteirista e produtor James Cameron consegue suprir a expectativa de todos com um show de efeitos especiais até então jamais vistos, e uma estória bonita e envolvente, porém previsível. A estória gira ao redor de Pandora, um mundo fictício criado pelo diretor que acaba emocionando aos telespectadores com sua beleza e riqueza em detalhes.
Comum na ficção científica, a estória é repleta de características de cultuas diferentes que tendem a formar uma só no decorrer do filme. Os Na’vi – habitantes de Pandora – têm toda uma ligação com seu planeta e a natureza, assim como a sua própria linguagem e a crença em sua própria deusa: Eywa.
O protagonista da série é Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval condenado a uma cadeira de rodas. Apesar do que aconteceu ao seu corpo, Jake continua se sentindo um guerreiro e viaja anos-luz à estação que os humanos instalaram em Pandora, onde a humanidade quer explorar o minério raro unobtanium que além de valer U$ 20 bilhões o kg, pode também ser a chave para solucionar a crise energética da Terra. Como a atmosfera de Pandora é tóxico, foi criado o programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar , um corpo biológico controlado à distancia capaz de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são híbridos geneticamente produzidos de DNA humano e DNA dos nativos de Pandora, os Na’vi.
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Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Ele recebe a missão de se infiltrar entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Ocorre que uma bela Na’vi, Neytiri (Zoë Saldaña), salva a vida de Jake, o que muda tudo. Jake é acolhido pelo clã de Neytiri, e aprende a ser um deles depois de passar por vários testes e aventuras. O relacionamento de Jake com sua hesitante instrutora Neytiri se aprofunda, e ele passa a respeitar o jeito de viver dos Na’vi, e por fim passa a ocupar seu lugar no meio deles. O que acaba causando um conflito na sua missão, o obrigando a comandar um conflito épico que decidirá nada menos que o destino de Pandora e seus habitantes.
Confesso que não tinha gostando do Sam Worthington em Terminator: Salvation, mas nesse filme ele dá um show de atuação, fazendo com que um ser azul – parecido com um smurf – com grandes orelhas e rabo consiga emocionar desde crianças até idosos. Zoë Saldaña também não deixa para trás, fazendo com que você se apaixone pela bela, azul e selvagem Neytiri . Sigourney Weaver, que interpreta a doutora Grace Augustine, consegue fazer com que todos a odeiam nos primeiros minutos do filme só para fazer todos a amarem no final. E por último, mas não menos importante, temos: Stephen Lang, que interpreta o Coronel Miles Quaritch, o vilão da franquia.
Assim como os outros filmes de Cameron, “Avatar” também veio para revolucionar o cinema e tudo que tínhamos visto até agora. Conseguindo não só aprimorar, mas também criar uma tecnologia exclusiva para o filme. Cameron da não só um show, mas uma aula de como fazer cinema. Mostrando como o 3D deve realmente ser utilizado e como cada detalhe por menor que seja em uma cena, faz a maior diferença.
Nota: 5/5 - Para assistir ao trailer clique aqui.
Gostaria de agradecer ao leitor Renato Silva por continuar acessando o blog mesmo com ele desatualizado e vir me cobrar atualizações nos comentários. São leitores como você que me inspiram a escrever.
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