“Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce, só é mais complicado”

Sou extremamente apaixonado por cinema, mas sempre tive um pé atrás em relação a cinema nacional. A temática do cinema brasileiro raramente me agrada, justamente por normalmente retratar sobre fome, miséria e violência. Devido a isso, a cineasta Laís Bodanzky (O Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudade) se destaca, fugindo do estereótipo retratando a chegada do mundo adulto a um adolescente de classe média.
As Melhores Coisas do Mundo retrata o universo de Hermano, conhecido como Mano (Francisco Miguez). Adolescente de 15 anos, que passa a enfrentar problemas comuns da idade – popularidade na escola, primeira transa, insegurança, preconceito, descoberta do amor e etc. – além de ter que encarar a idéia de que seus pais (Denise Fraga e Zé Carlos Machado) estão se separando.
Além de o longa-metragem ser inspirado na série de livros “Mano” de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto, o roteirista Luiz Bolognesi também fez pesquisas com adolescentes, dando o toque de realidade que a trama pede.
Sendo a nossa geração uma que está em constante mudança, devido a avanços tecnológicos, As Melhores Coisas do Mundo consegue retratar com perfeição os principais problemas em que as pessoas passam durante a adolescência e a forma como lidam com isso.
Podendo ser visto como um manual para os pais que muitas vezes não entendem seus filhos, As Melhores Coisas do Mundo prova que um adolescente não se preocupa apenas em estudar e tirar boas notas, e que assim como os adultos, também tem problemas, e muitos.
Nota: 4.5/5
Bônus: Entrevista do Omelete com a cineasta Laís Bodanzky e Entrevista do Omelete com Francisco Miguez e Gabriela Rocha.
Comentem dizendo o que acharam do filme, ou quais são suas expectivas. Quero saber a opinião de meus queridos leitores também!
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