Crítica: Um Sonho Possível
Filmes baseados em histórias reais são comuns em gêneros dramáticos. Normalmente a história tem como foco principal superação, preconceito, sonhos, etc. O que a meu ver, não é o tema de Um Sonho Possível.
Baseado no livro Blind Side: Evolution of a Game, Um Sonho Possível conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um adolescente obeso, negro, filho de uma mãe viciada que cresceu pulando de um lar adotivo para outro, nem nunca ter tido um lugar em que pudesse verdadeiramente chamar de lar.
Sua vida começa a mudar após ser aceito em uma escola particular cristã devido ao interesse do treinador em seu peso, tamanho e como poderia “usá-lo” nos esportes.
Certo dia, é encontrado andando na rua em direção ao ginásio da escola – para se esconder do frio – por Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), que insiste que Michael – que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno – deixa-a resgatá-lo do frio. Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa. O que começa com um gesto de bondade, acaba se transformando em afeto, pois Michael passa a fazer parte da família Tuohy.
Vivendo em um novo ambiente, o adolescente tem sua vida transformada. À medida que a família vai o ajudando a desenvolver todo o seu potencial, tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy os conduz a uma jornada de auto-descoberta.
Por mais que pareça, Um Sonho Possível não é uma história de superação, é uma história de sorte. O sonho de Michael Oher nunca foi ser um jogador de Futebol Americano, foi algo que simplesmente aconteceu. Um pobre garoto sem expectativa de vida é adotado por uma família de ricos que dão tudo do bom e do melhor a ele, desde comida a educação. Michael não traçou metas, não correu atrás de seus sonhos e objetivos, tudo simplesmente aconteceu, ele apenas se deixou levar. O filme também não demonstra as mudanças que ele causou na vida da família Tahoy, o que devia ser de muita importância.
Vá ao cinema assistir Um Sonho Possível, mas não espere ver algo como “A Procura da Felicidade“. Assista por ser o filme que deu o primeiro Oscar a Sandra Bullock. E não espere chorar durante o filme, pois ao menos na sessão em que eu estava, não vi isso acontecer.
Nota: 2,5/5








